Glossário Fashion

Vestuário

Indumentária clássica grega e romana

por Mariana Goulart

A maioria das peças usadas na indumentária clássica grega e romana eram feitas de material de tecido, resultado de processos que exigiam mão de obra intensiva. os tecidos eram muito valorizados e considerados preciosos para serem desperdiçados com cortes e modelagens. Os tecidos eram dobrados, enrolados e presos com grampos ou franzidos no corpo. Tantos gregos quanto romanos exibiam uma profusão de pregas e dobras. O traje romano tinha duas combinações principais de peças: túnica e toga para os homens, e túnica e palla para as mulheres.

 

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A túnica era a camada usada mais junto ao corpo, classificada como inductus (vestida). O formato variava conforme a classe, a atividade ou gênero da pessoa. O material era relacionado com o status. A versão masculina se chamava quíton, que mais tarde era usado na altura dos joelhos. A túnica feminina geralmente era mais comprida e também chamada de peplos. Ambas consistiam em um grande retângulo de tecido dobrado sobre o corpo e preso por fechos.

 

 

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O mais simples, o quíton dórico era feito em geral de lã, enquanto o quíton jônico era de tecido mais fino, como linho ou seda. As pregas eram semipermanentes, obtidas engomando e pressionando o tecido sob o calor do sol. A maciez do tecido significava mais flexibilidade decorativa nas dobras. A forma mais simples de quíton usada po escravos e homens do povo consistia em dois retângulos unidos por uma costura, com um buraco em cima e outro embaixo, para cabeça, pernas e braços. Homens de status elevado usavam túnicas decoradas com listras verticais, já que as leis suntuárias eram rígidas e regulavam quem podia usar cada tipo de peça e ornamentação. A túnica feminina era mais solta e franzida em um ou dois pontos, usadas com um cinturão sob o peito, na cintura ou nos quadris. Haviam túnicas mais sofisticadas, com mangas, arrematadas no pulso com uma tira de tecido mais rígido ou presas por uma fíbula ou botões, deixando os braços à mostra.

 

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Outra peça podia ser usada por cima da túnica (por dignidade ou para se proteger do clima) era conhecida na Grécia himation e em Roma como pallium ou palla. A capa era usada por ambos os sexos e muitas vezes usada sem a túnica por baixo, pelos homens. As soldados e viajantes usavam uma capa chamada chlamys, mais curta.

 

A toga era uma peça da Roma Antiga, de origem etrusca (povo que viviam na Península Itálica entre os anos de 1200 a 700 a.C), apresentava uma forma retangular e curta, enrolada ao corpo.  Depois passou a ser semicircular e seu tamanho aumentou, chegando a seis metros no lado reto. A peça era então difícil de usar, e os romanos mais ricos possuíam um escravo para ajudar a carregar a cauda da beca. Era proibido o uso da toga por estrangeiros e escravos, era a marca registrada dos cidadãos romanos. A toga evidenciava não apenas a riqueza, mas um caráter evidentemente pouco prático, disponível apenas para os ricos e poderosos.

 

 

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O traje de luto era chamado toga pulla (escura). Os filhos nascidos libertos usavam a toga praetexta, que era branca debruada com uma listra roxa.  A toga alba (ou virilis, pura) era mais simples e usada por homens adultos. A toga mais opulenta era a picta, ricamente decorada, roxa, bordada a ouro e usada pelos imperadores.

 

Fonte: Tudo sobre moda (Marnie Fogg/Editora Geral)

 

 

 

 

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